sexta-feira, 7 de outubro de 2016

"Não quero me casar agora, mas a pressão que ela faz é grande" O que fazer?

“Tenho 35 anos e namoro uma moça da mesma idade que eu. Somos felizes juntos e sem dúvida é o melhor relacionamento que já vivi. O problema que tem surgido é uma clara pressão dela por desejar ter filhos, por causa do seu relógio biológico e o fato dela ainda mora com a família. Namoramos há apenas um ano, e ela sente angústia por ter perdido tanto tempo com relacionamentos anteriores. Eu moro sozinho, mas não sinto que agora seja a hora ideal pra convidá-la a morar comigo. Mesmo assim, ouço constantemente que ela fica envergonhada de morar com a família, e que todas as amigas são casadas e com filhos. Se não houvesse esse discurso recorrente de pressa, eu provavelmente estaria mais seguro quanto ao futuro do relacionamento. O que faço para lidar melhor com isso?”
Quando alguém se coloca em nosso lugar diante de um problema, contribui de alguma forma para decidirmos que atitude tomar. Diga o que faria se estivesse no lugar do outro: Se eu fosse você… No sábado, eu comento o tema.
Texto de: Regina Navarro Lins

segunda-feira, 25 de abril de 2016




NÃO FAÇA DO SEU AMOR UMA PRISÃO!


Amor Incondicional é aquele amor fiel à sua natureza, fiel à própria liberdade. Esse Amor ama livremente, sem posse, sem apego, e sem esperar algo em troca. Existe apenas a partilha de sentimentos genuínos. Realiza-se por puro prazer de fazer o bem ao outro. Através dele, duas pessoas permanecem verdadeiramente juntas. Hoje entendo que o Amor permite liberdade. Você ama tanto a pessoa que não interfere em sua privacidade. A “exigência” básica é: “Eu aceito a outra pessoa como ela é. A felicidade da pessoa amada é a minha felicidade.” Não existem condições. Dar Amor é a verdadeira experiência. Aqueles que encontram a fonte, amarão por nenhuma outra razão, além de simplesmente terem muito amor, sem nada exigirem em troca.
O que vejo hoje em dia são casais que transformam o Amor em cadeias para ambas as partes. O cabelo só é cortado se permitido. As roupas são usadas apenas se aprovadas. Sair apenas se for na companhia do outro. Isso são regras estabelecidas pelo egoísmo. Há pessoas que, se pudessem, controlariam até mesmo o pensamento do outro, a ponto de torná-lo a sua própria sombra. Muitos expressam o Amor como uma necessidade de privar o outro de viver. E isso é egoísmo demais para conseguir viver algo altruísta sem se cansar ou querer impedir que o outro vá embora. O que diminui a qualidade de um relacionamento é quando as pessoas esquecem do seu grandioso poder pessoal e o confundem com um poder sobre o outro. O nome disto é controle. E toda a espontaneidade já foi perdida.
Vivam juntos sim. Mas respeitem o espaço de cada um. O lar é um templo que deve ser sustentado por duas colunas: cada uma na sua posição para que realmente haja apoio. O que significa relacionar-se? Significa a UNIÃO, e não a fusão dos seres. Não se pode querer controlar os gostos e até mesmo os desgostos da pessoa com quem nos relacionamos. É necessário que cada um cresça e permita o crescimento do outro. Em nome do Amor, devemos estender a mão para oferecer apoio e não para acorrentar. Quem ama propicia segurança, confiança e afeto. Entenda que a pessoa com quem você se relaciona não lhe pertence. Ela é uma alma em busca do próprio aperfeiçoamento, tanto quanto você.
Liberte-se e liberte o outro para que o Amor em suas relações se expanda e alcance o patamar de fluência ideal. Quando começamos a perceber que ninguém é eternamente de ninguém, ou que ninguém é posse de ninguém, é o caminho da liberdade e do equilíbrio nas relações que envolvem seres em processo de desapego.
A liberdade de amar e ser amado deve vir acompanhada de uma envolvente energia de mútua entrega. Porém, um envolvimento com a clareza de que não somos “proprietários”ou “serviçais” daqueles aos quais escolhemos como parceiros na troca da energia mais intensa do universo: O Amor.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

A DESCARTABILIDADE DOS RELACIONAMENTOS (FICAR / NAMORAR OU CASAR?)



A fluidez dos relacionamentos contemporâneos e a velocidade em que um número exorbitante deles tem se desfeito é uma marcante característica de nossa pós-modernidade. O que poderia explicar o fracasso de tantos relacionamentos e casamentos em nossos dias? E o que dizer do fenômeno do "ficar", tão comum principalmente entre os jovens?


A Sociologia fornece algumas ferramentas que nos auxiliam a pensar a questão. O materialismo histórico, de Karl Marx, pontua que são as condições materiais da vida concreta do homem que moldam a sua forma de ser e pensar. Para ele, a produção de idéias está diretamente ligada à atividade material humana. A consciência é um produto social como um reflexo do contexto social mais próximo.


Isso significa, no presente caso, que podemos encontrar na vida concreta, material, os elementos que moldam nossa forma de conceber e viver os relacionamentos, que é uma mentira.

A partir desse apontamento, começemos por observar que nossa sociedade pode ser caracterizada como a "sociedade dos descartáveis". Estamos imersos em uma "cultura da descartabilidade", do consumo rápido e frenético.

O refrigerante que compramos vem em uma embalagem descartável. As fraldas dos bebês são descartáveis. Os aparelhos eletrônicos têm um tempo de vida reduzido, para que sejam descartados e subsituídos dentro de poucos anos ou meses, devido ao alto custo de uma eventual manutenção ou à sua obsolescência precoce.

Quase não se conserta mais as coisas que se estragam, a não ser produtos muito caros, como carros, por exemplo. No mais, preferimos comprar tudo novo. Quase não frequentamos mais os sapateiros, e raramente vamos aos técnicos ou alfaiates. Tudo é descartável. Tudo muda rápido. Tudo deve ser usado, aproveitado para em seguida ser descartado e substituído.

Essa condição material de descartabilidade atingiu o próprio homem e seus relacionamentos. Os relacionamentos estão se tornando descartáveis. Se não dá certo, ele é descartado. Não se tenta consertar, pois não vale a pena pagar o preço por isso. Arruma-se um novo parceiro então.

E essa correlação é ainda mais nítida naquele tipo de relacionamento chamado "ficar", que talvez seja a máxima expressão dessa descartabilidade. "Ficar" significa usar o outro e descartá-lo, da mesma forma que se é usado e descartado. O consumo descompromissado se revela nesse ato, assim como a transformação do homem em mercadoria, própria do capitalismo.

A descartabilidade dos relacionamentos está diretamente vinculada à descartabilidade das mercadorias no capitalismo, sendo que este, de forma semelhante ao Rei Midas da mitologia grega, o qual transformava em ouro tudo o que tocava, transforma em mercadoria tudo aquilo em põe as mãos.
Os Humanos precisam se valorizar, não fique por ficar, não namore por namorar, namore para se casar!!

Resgatar a dignidade do casamento, num mundo onde há marcas preocupantes de desestruturação e banalização da vida matrimonial. “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula...”Hb 13.4

Deve-se doar com a alma livre, simples, apenas por amor, espontaneamente!



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

ELE DIZ QUE TE ADORA, MAIS NÃO TE NAMORA:



Vocês saem juntos na quarta, na sexta, no domingo. Dividem lençóis e piadas internas sobre uma mulher esquisita que acabou de passar na rua. Contam as estrelas na fazenda, acordam com mensagens carinhosas no telefone, saem com os amigos. Ele diz que você está linda em uma noite, pega na sua mão, te dá um beijo que a faz jurar por todos os pingos de chuvas já caídos na Terra que, sim, estão apaixonados.
Pois saibam que você pode até ter conquistado o pseudoamor da sua vida. Pode sim. Você é capaz, você realmente estava linda naquela noite com os amigos, você foi carinhosa, mas não melosa, você foi sexy, mas não vulgar, você foi difícil, mas não inconquistável, você foi realmente uma boa companhia. A culpa não é sua por ele não querer namorar com você.
Toda vez que esse filme se repete na minha vida ou na vida de alguém que eu conheço, volto pra casa pensando repetidamente sem parar sem virgulas sem pontos: onde está o erro?
Quando você diz que gosta de alguém, você não quer pegar essa pessoa e não soltar nunca mais? Não quer ela só pra você, com aquela exclusividade fofa e às vezes chata, que os namorados têm? Não quer que ela não olhe pro lado, que ela te dê satisfações, que ela saiba tudo da sua vida, que o que ela sente agora cresça aos pouquinhos no dia a dia, até chegar naquele ponto que os outros chamam de amor?
Não. Se essa pessoa possuir alguma coisa entre as pernas e alguns neurônios afetivos a menos, a resposta é não. Um sonoríssimo NÃO.
É difícil admitir isso, porque crescemos no conto de fadas onde o príncipe arranca suas tripas e seus corações do corpo para conquistar a princesa. Mas com as facilidades na arte da conquista que o mundo moderno oferece, fica impossível esperar atos megalomaníacos de outros. E os homens, por questões culturais ou hormonais, whatever, não possuem essa visão de amor romântico que tanto alegra e devasta a vida de nós, mulheres.
Graças a Deus. Imagina que louca uma sociedade cheia de mimimi e nhénhénhé? Afundaríamos numa crise mundial de DR ou de choro compulsivo.
Acontece que existem aqueles momentos da vida em que os homens querem curtir com alguém (sim, eles são meio carentes e não sabem ficar sozinhos), mas sem a obrigação de perguntar profundezas ocultas da sua vida. Sem a obrigação de dividir os perrengues. Eles só querem um relacionamento leve, só querem uma pessoa alto astral e interessante ao lado deles para os dias serem mais divertidos. Só querem um bom e aconchegante sexo. É nesse momento que entra você. E eu, obviamente.
Ele pode se apaixonar e vocês se casarem e terem filhos e morarem numa casa cercada de graminhas verdes? Pode, claro. Mas ele pode não se apaixonar e continuar passando seus dias como se você fosse a última mulher da vida dele. E tomara que seja assim, também. Merecemos ser bem tratadas.
Acontece que quando o homem diz que “não quer namorar” ou “não está pronto pra se envolver”, a gente sente meio que uma vontade de rasgar a cara deles com gilette. Nos sentimos enganadas, usadas. Como se o cara fosse uma pessoa ruim, só por não querer assumir um compromisso com a gente perante a sociedade.
Às vezes o cara gosta de você, sim, e muito. Mas a prática cabecinha p&b masculina não consegue se ver abandonando a vida de solteiro por agora. Pode ser que ele seja desses que ficam reclamando que mulher não presta e quando trombam com uma bacana, correm para as colinas. Ou, no pior dos casos, ele pode estar querendo um relacionamento sério, sim (e o terá, em algumas semanas), mas não com você. Isso porque ele achou algumas qualidades na outra menina que são importantes para ele, que você não tinha. E isso não te torna uma pessoa indigna de amor, de forma alguma. Você provavelmente tem as suas qualidades, elas só não foram suficientes (ou você não teve tempo de mostrá-las) para o cara se amarrar.  Gosto é igual bunda, né?

Homens, entendam uma coisa. Mulheres gostam de carinho, sim. Mas se importam com gêneros, com nomenclaturas, se importam em ter alguém para chamar de “meu”. Elas precisam de um pedido de namoro ou casamento pra se sentirem valorizadas. Então, se a sua mina mandar a real de que quer oficializar os que vocês têm, vale a pena pensar se você curte ou não ela para viver um lance desse nível, antes de sair gritando pros quatro cantos que é um solteirão convicto e não vai largar a poligamia. Quem tudo quer, uma hora fica sem nada.
E, meninas, entendam. Se você gosta de um cara e quer estar com ele, esteja. Mas tenha consciência de que a situação é extremamente cômoda e talvez nunca passe disso. Quem não quer ter a companhia de alguém legal pra ir ao cinema, dormir de conchinha, falar sobre a vida e, de quebra, ainda poder beijar e conhecer as outras seis bilhões e cacetadas de gente que tem aí nesse mundão?
Não se coloque de vítima, não. Se você tá disposta a bancar essa relação, porque gosta do cara, saiba que ela é bilateral. Todo mundo tá se divertindo. Bom, pelo menos deveria. O importante é nunca, jamais, perder o respeito de uma relação, seja qual for. Imponha-se e mostre o seu valor.
Agora, a gente entende muito quando você pensa que é um atraso de vida insistir em um relacionamento que não vai pra frente. A gente aqui não gosta de nada que não evolui, estagnado ou que dá passinho de caranguejo. Você ficaria em um trabalho que gosta muito, mas que não tem chances de crescer profissionalmente? Aliás, não crescer te torna uma péssima profissional? Às vezes você só tá numa empresa pequena, que não tem muito o que te oferecer.
Os dois lados da moeda podem ser aplicados em quase tudo na vida. Curta os momentos, crie experiências, tenha histórias para contar. É daí que se cria o seu valor de mercado. Mas depois, avante. Vá conquistar seu devido lugar na vida das pessoas que gostam de você e que você gosta.
























terça-feira, 26 de janeiro de 2016

HOMEM QUE BATE EM MULHER COM PALAVRAS!!



OLÁ, O TEMA DESSA SEMANA FALO SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER.

A violência por si só já é algo horrível, Como alguém pode bater em uma mulher que pode ser sua companheira, esposa, namorada, mãe, irmã e etc. Esse tema já foi e ainda é muito discutido e divulgado por centenas de meios de comunicações. Mais quero aborda a Violência de palavras, HOMEM que trata a MULHER com palavras estupidas e grosseiras, Infelizmente acontece muito isso.
Vejo no dia a dia homens lançando contra mulheres palavras de baixo calão, palavras que denegri e machuca, Tem um dito que diz que uma palavra as vezes machuca mais que um tapa.
Poxa, um tapa ou uma palavra infeliz jamais podem ser dirigida a uma mulher, discussões pode ser discutidas sem dor, conversar o assunto em pauta é preciso, mais sem violência.

Nós homens não podemos agir assim, eu sou o primeiro a colocar meu ponto de fracasso e confessar que já falei alto por perde a paciência, mais sei o meu lugar e confessar perdão e desculpas cabe em qualquer ocasião.

Mais também penso que a mulher que aceita esse tipo de coisa não deve ter amor próprio, acho que quando a mulher coloca sua opinião  ela mostra seu valor e sua força, e deve deixar bem claro que nunca mais isso se repita. ( terminar pode doer hoje, mais te livra de sofrimentos futuros).

Fatos de pesquisas, absolutamente nada que a mulher faça, seja vestir-se com roupas sensuais, trair o marido ou dançar funk na esquina, justifica qualquer ato de violência seja física, verbal ou psicológica. É animalesco “pessoas” declararem coisas do tipo, tem mais é que morrer mesmo, após tomar conhecimento de um crime hediondo. A tolerância da sociedade com a violência contra as mulheres é assustadora, segundo pesquisa do Ipea 26% dos entrevistados concordam que mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas. Também é assustador saber que 48% das mulheres agredidas declaram que a violência aconteceu em sua própria residência; (PNAD/IBGE, 2014). Já o resultado do balanço do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), revela que 77% das mulheres que relatam viver em situação de violência sofrem agressões semanal ou diariamente. Em mais de 80% dos casos, a violência foi cometida por homens com quem as vítimas têm ou tiveram algum vínculo afetivo: atuais ou ex-companheiros, cônjuges, namorados ou amantes das vítimas. Leiam mais no Balanço 2014 do Ligue 180.
Considerando que a maioria dos atos de violência vem de pessoas próximas, por que será que tantas mulheres, sem perceber, assumem uma posição de presa? Uma vez dito que nenhuma forma de agressão é justificável e/ou tolerável, há de se pensar que poucos destes atos acontecem de uma hora para outra, maior parte dos espancamentos, assassinatos ou estupros, tiveram um prenúncio, um ato abusivo menor, às vezes mínimo. Por que algumas mulheres ignoram os sinais e deixam a situação chegar ao extremo?
Toda violência consumada, começou com uma agressão verbal, tortura psicológica, ou pequenos atos de abuso, ou não? E a mulher que negligencia isso, seja por “amor”, carência afetiva ou dependência financeira (isso ainda existe?), não está de certa forma assumindo a responsabilidade por seu destino?
Aceitar um traste, assassino e maníaco em potencial, só para dizer que tem alguém? Aceitar pequenas agressões, abusos verbais e psicológicos passivamente achando que isso não é nada? Você está se vendo? Está vendo quem é de verdade esse homem que está ao seu lado? Aceitar algumas coisas acreditando que foi só uma vez, que foi só uma agressão verbal, um pequeno empurrão ou só uma pequena chantagem emocional, mas esse não é o início de tudo? Pode ser mesmo que seja só uma vez, um momento de surto, mas é preciso ficar atenta, pode também ser um sinal de que as coisas vão ficar feias.
Existem pessoas que estão tão perdidas de si que aceitam qualquer papel, simplesmente porque não se bastam sozinhas, não conseguem se desvencilhar de dependências doentias e não possuem referência alguma do que é uma relação saudável. Tais pessoas vivem em uma espécie de mendicância emocional e não conseguem enxergar nada ao redor a não ser o parceiro. Ainda que você não esteja sofrendo violência propriamente dita, mas se deixa manipular, não veste uma roupa porque o namorado proíbe, se afasta das amizades porque ele é ciumento, se afasta da família porque ele manda, consente práticas sexuais que te agride por coação, ceder resignadamente a tudo isso, te torna uma forte candidata a engrossar as estatísticas acima.
Abro parênteses aqui para dizer que mulheres nesta situação precisam buscar ajuda psicológica com urgência, pois é muito difícil livrar-se deste tipo de ciclo vicioso sozinha. Não tem grana?! Procure clínicas com atendimento gratuito, mas não deixe de dar um passo em favor de si mesma.
Se o cara foi grosso, agrediu verbalmente, pegou mais firme pelo braço, fez algo sem seu consentimento. Ele está apenas em um dia ruim, ou eis aí um futuro agressor que você não quer enxergar? Por que você se diminui a ponto de achar que mesmo estando em um dia ruim, um homem pode te agredir? Por menor que seja a agressão, isso é aceitável? Tolerar isso tudo porque você ama, não consegue viver sem? E esquece a pessoa mais importante da sua vida, a que mais precisa ser cuidada e respeitada: você mesma.
Sei que muita gente vai comentar: – ah mas meu vizinho, meu tio, meu cachorro, é  um grosso, xinga todo mundo, mas nunca progrediu para agressão física. E eu respondo, e precisa progredir? O ambiente familiar não deveria ser minimamente harmonioso? O pai que grita com a mãe, não está dando mau exemplo para o filho que um dia será marido? E a mãe que aceita passivamente, não será o modelo da filha que será futura mãe e esposa. Praticar tudo isso não é uma forma velada de perpetuar e ser conivente com toda violência que acontece contra a mulher? A educação, e acima de tudo o exemplo, são decisivos para diminuir tais casos.
A verdade é que nunca vamos conhecer alguém por inteiro, às vezes vivemos anos junto com alguém e temos surpresas horríveis ao descobrir que temos ao lado um psicopata, mas acredito que muitos casos extremos poderiam ser evitados se algumas mulheres tivessem força e presença de espirito suficiente para cortar o mal pela raiz.
Mulheres, fiquem atentas aos sinais, as pequenas coisas, aos pequenos gestos.
Nem todos os casos de violência acontecem por negligência aos sinais, mas considerando que a maior parte dos agressores são atuais ou ex-companheiros, cônjuges, namorados ou amantes das vítimas, será que essas pessoas simplesmente acordam violentas e resolvem espancar e matar? Não se contentem com menos, não se deixem levar pela carência, violência é violência e não importa como ocorre e em que contexto, não pode ser tolerada.
Existem muitas vertentes deste assunto a serem consideradas profundamente, tentando não generalizar, escolhi a que mais me chama a atenção, a que parece ser mais recorrente em nosso meio.
Se esse texto serviu para alertar ao menos uma mulher, já valeu a pena tê-lo escrito. 


RODOLFO SANCHES / ISIS TOTH (Colaborabora)






quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

QUERO QUE FIQUE DE VERDADE!


QUERO QUE FIQUE DE VERDADE!


Esse titulo fala exatamente o que eu sinto como autor e escritor desse Blog que criei. 

Hoje venho reparando como as pessoas ficam com as outras por pura conveniência e interesse próprio, É tão gostoso quando alguém fica do seu lado porque gosta, porque quer, porque se senti bem.

Quando a gente quer muito uma pessoa, a gente se engana. A gente tenta encaixar aquele outro ser humano em posições que nunca foram dele. A gente clama ao universo para um sim em algo que já começou destinado ao não. A gente quer, e a gente bate o pé e faz pirraça feito criança para conseguir. Mas um dia a gente percebe que amor tem que ser uma via de mão dupla. Amor tem que ser fácil, tem que ser bom, tem que ser complemento, tem que ser ajuda. Amor que é luta é ego. Amor que rebaixa é dor. 

E então a gente aprende que amor que não é amor, não encaixa, não orna, não serve.
Fique com alguém que não tenha conversa mole. Que não te enrole. Que não tenha meias palavras. Que não dê desculpas. Que não bote barreiras no que deveria ser fácil e simples. Fique com alguém que saiba o que quer e que queira agora.
Fique com alguém que te assuma. Que ande com orgulho ao seu lado. Que te apresente aos pais, aos amigos, ao chefe, ao faxineiro da firma. Que segure a sua mão ao andar na rua. Que não tenha medo de te olhar apaixonadamente na frente dos outros. Fique com alguém que não se importe com os outros.
Fique com alguém que não deixe existir zonas nebulosas. Que te dê mais certezas do que perguntas. Que apresente soluções antes mesmo dos questionamentos aparecerem. Fique com alguém que te seja a solução dos problemas e não a causa.
Fique com alguém que não tenha traumas. Que não tenha assuntos mal resolvidos. Que saiba que para ser feliz, tem que deixar o passado passar. Fique com alguém que só tenha interesse no futuro e que queira esse futuro com você.
Fique com alguém que te faça rir. Que te mostre que a vida pode ser leve mesmo em momentos duros. Que seja o seu refúgio em dias caóticos. Fique com alguém que quando te abraça, o resto do mundo não importa mais.
Fique com alguém que te transborde. Que te faça sentir que você vai explodir de tanto amor. Que te faça sentir a pessoa mais especial do universo. Fique com alguém que dê sentido à todos os clichês apaixonados.
Fique com alguém que faça planos. Que veja um futuro ao seu lado. Que te carregue para onde for. Que planeje com você um casamento na praia, uma casa no campo e um labrador no quintal. Fique com alguém que apesar de saber que consegue viver sem você, escolhe viver com você.
Fique com alguém que não se esconda. Que não te esconda. Que cada palavra seja direta e clara. Que não dê brechas para o mal entendido. Que faça o que fala e fale o que faça. Fique com alguém cujas palavras complementam suas ações.
Fique com alguém que te admire. Que te impulsiona pra frente. Que te apoie quando ninguém mais acreditar em você. Que te ajude a transformar sonhos em realidade. Fique com alguém que acredite que você é capaz de tudo aquilo que queira.
Fique com alguém que você não precise convencer de que você vale a pena. Que não tenha dúvidas. Fique com alguém que te olhe da cabeça aos pés e saiba, sem hesitar, que é você e só você.
Fique com alguém que te faça olhar para trás e agradecer por não ter dado certo com ninguém antes. Fique com alguém que faça não existir mais ninguém depois.