segunda-feira, 25 de abril de 2016




NÃO FAÇA DO SEU AMOR UMA PRISÃO!


Amor Incondicional é aquele amor fiel à sua natureza, fiel à própria liberdade. Esse Amor ama livremente, sem posse, sem apego, e sem esperar algo em troca. Existe apenas a partilha de sentimentos genuínos. Realiza-se por puro prazer de fazer o bem ao outro. Através dele, duas pessoas permanecem verdadeiramente juntas. Hoje entendo que o Amor permite liberdade. Você ama tanto a pessoa que não interfere em sua privacidade. A “exigência” básica é: “Eu aceito a outra pessoa como ela é. A felicidade da pessoa amada é a minha felicidade.” Não existem condições. Dar Amor é a verdadeira experiência. Aqueles que encontram a fonte, amarão por nenhuma outra razão, além de simplesmente terem muito amor, sem nada exigirem em troca.
O que vejo hoje em dia são casais que transformam o Amor em cadeias para ambas as partes. O cabelo só é cortado se permitido. As roupas são usadas apenas se aprovadas. Sair apenas se for na companhia do outro. Isso são regras estabelecidas pelo egoísmo. Há pessoas que, se pudessem, controlariam até mesmo o pensamento do outro, a ponto de torná-lo a sua própria sombra. Muitos expressam o Amor como uma necessidade de privar o outro de viver. E isso é egoísmo demais para conseguir viver algo altruísta sem se cansar ou querer impedir que o outro vá embora. O que diminui a qualidade de um relacionamento é quando as pessoas esquecem do seu grandioso poder pessoal e o confundem com um poder sobre o outro. O nome disto é controle. E toda a espontaneidade já foi perdida.
Vivam juntos sim. Mas respeitem o espaço de cada um. O lar é um templo que deve ser sustentado por duas colunas: cada uma na sua posição para que realmente haja apoio. O que significa relacionar-se? Significa a UNIÃO, e não a fusão dos seres. Não se pode querer controlar os gostos e até mesmo os desgostos da pessoa com quem nos relacionamos. É necessário que cada um cresça e permita o crescimento do outro. Em nome do Amor, devemos estender a mão para oferecer apoio e não para acorrentar. Quem ama propicia segurança, confiança e afeto. Entenda que a pessoa com quem você se relaciona não lhe pertence. Ela é uma alma em busca do próprio aperfeiçoamento, tanto quanto você.
Liberte-se e liberte o outro para que o Amor em suas relações se expanda e alcance o patamar de fluência ideal. Quando começamos a perceber que ninguém é eternamente de ninguém, ou que ninguém é posse de ninguém, é o caminho da liberdade e do equilíbrio nas relações que envolvem seres em processo de desapego.
A liberdade de amar e ser amado deve vir acompanhada de uma envolvente energia de mútua entrega. Porém, um envolvimento com a clareza de que não somos “proprietários”ou “serviçais” daqueles aos quais escolhemos como parceiros na troca da energia mais intensa do universo: O Amor.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

A DESCARTABILIDADE DOS RELACIONAMENTOS (FICAR / NAMORAR OU CASAR?)



A fluidez dos relacionamentos contemporâneos e a velocidade em que um número exorbitante deles tem se desfeito é uma marcante característica de nossa pós-modernidade. O que poderia explicar o fracasso de tantos relacionamentos e casamentos em nossos dias? E o que dizer do fenômeno do "ficar", tão comum principalmente entre os jovens?


A Sociologia fornece algumas ferramentas que nos auxiliam a pensar a questão. O materialismo histórico, de Karl Marx, pontua que são as condições materiais da vida concreta do homem que moldam a sua forma de ser e pensar. Para ele, a produção de idéias está diretamente ligada à atividade material humana. A consciência é um produto social como um reflexo do contexto social mais próximo.


Isso significa, no presente caso, que podemos encontrar na vida concreta, material, os elementos que moldam nossa forma de conceber e viver os relacionamentos, que é uma mentira.

A partir desse apontamento, começemos por observar que nossa sociedade pode ser caracterizada como a "sociedade dos descartáveis". Estamos imersos em uma "cultura da descartabilidade", do consumo rápido e frenético.

O refrigerante que compramos vem em uma embalagem descartável. As fraldas dos bebês são descartáveis. Os aparelhos eletrônicos têm um tempo de vida reduzido, para que sejam descartados e subsituídos dentro de poucos anos ou meses, devido ao alto custo de uma eventual manutenção ou à sua obsolescência precoce.

Quase não se conserta mais as coisas que se estragam, a não ser produtos muito caros, como carros, por exemplo. No mais, preferimos comprar tudo novo. Quase não frequentamos mais os sapateiros, e raramente vamos aos técnicos ou alfaiates. Tudo é descartável. Tudo muda rápido. Tudo deve ser usado, aproveitado para em seguida ser descartado e substituído.

Essa condição material de descartabilidade atingiu o próprio homem e seus relacionamentos. Os relacionamentos estão se tornando descartáveis. Se não dá certo, ele é descartado. Não se tenta consertar, pois não vale a pena pagar o preço por isso. Arruma-se um novo parceiro então.

E essa correlação é ainda mais nítida naquele tipo de relacionamento chamado "ficar", que talvez seja a máxima expressão dessa descartabilidade. "Ficar" significa usar o outro e descartá-lo, da mesma forma que se é usado e descartado. O consumo descompromissado se revela nesse ato, assim como a transformação do homem em mercadoria, própria do capitalismo.

A descartabilidade dos relacionamentos está diretamente vinculada à descartabilidade das mercadorias no capitalismo, sendo que este, de forma semelhante ao Rei Midas da mitologia grega, o qual transformava em ouro tudo o que tocava, transforma em mercadoria tudo aquilo em põe as mãos.
Os Humanos precisam se valorizar, não fique por ficar, não namore por namorar, namore para se casar!!

Resgatar a dignidade do casamento, num mundo onde há marcas preocupantes de desestruturação e banalização da vida matrimonial. “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula...”Hb 13.4

Deve-se doar com a alma livre, simples, apenas por amor, espontaneamente!