OLÁ, O TEMA DESSA SEMANA FALO SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER.
A violência por si só já é algo horrível, Como alguém pode bater em uma mulher que pode ser sua companheira, esposa, namorada, mãe, irmã e etc. Esse tema já foi e ainda é muito discutido e divulgado por centenas de meios de comunicações. Mais quero aborda a Violência de palavras, HOMEM que trata a MULHER com palavras estupidas e grosseiras, Infelizmente acontece muito isso.
Vejo no dia a dia homens lançando contra mulheres palavras de baixo calão, palavras que denegri e machuca, Tem um dito que diz que uma palavra as vezes machuca mais que um tapa.
Poxa, um tapa ou uma palavra infeliz jamais podem ser dirigida a uma mulher, discussões pode ser discutidas sem dor, conversar o assunto em pauta é preciso, mais sem violência.
Nós homens não podemos agir assim, eu sou o primeiro a colocar meu ponto de fracasso e confessar que já falei alto por perde a paciência, mais sei o meu lugar e confessar perdão e desculpas cabe em qualquer ocasião.
Mais também penso que a mulher que aceita esse tipo de coisa não deve ter amor próprio, acho que quando a mulher coloca sua opinião ela mostra seu valor e sua força, e deve deixar bem claro que nunca mais isso se repita. ( terminar pode doer hoje, mais te livra de sofrimentos futuros).
Fatos de pesquisas, absolutamente nada que a mulher faça, seja vestir-se com roupas sensuais, trair o marido ou dançar funk na esquina, justifica qualquer ato de violência seja física, verbal ou psicológica. É animalesco “pessoas” declararem coisas do tipo, tem mais é que morrer mesmo, após tomar conhecimento de um crime hediondo. A tolerância da sociedade com a violência contra as mulheres é assustadora, segundo pesquisa do Ipea 26% dos entrevistados concordam que mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas. Também é assustador saber que 48% das mulheres agredidas declaram que a violência aconteceu em sua própria residência; (PNAD/IBGE, 2014). Já o resultado do balanço do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), revela que 77% das mulheres que relatam viver em situação de violência sofrem agressões semanal ou diariamente. Em mais de 80% dos casos, a violência foi cometida por homens com quem as vítimas têm ou tiveram algum vínculo afetivo: atuais ou ex-companheiros, cônjuges, namorados ou amantes das vítimas. Leiam mais no Balanço 2014 do Ligue 180.
Considerando que a maioria dos atos de violência vem de pessoas próximas, por que será que tantas mulheres, sem perceber, assumem uma posição de presa? Uma vez dito que nenhuma forma de agressão é justificável e/ou tolerável, há de se pensar que poucos destes atos acontecem de uma hora para outra, maior parte dos espancamentos, assassinatos ou estupros, tiveram um prenúncio, um ato abusivo menor, às vezes mínimo. Por que algumas mulheres ignoram os sinais e deixam a situação chegar ao extremo?
Toda violência consumada, começou com uma agressão verbal, tortura psicológica, ou pequenos atos de abuso, ou não? E a mulher que negligencia isso, seja por “amor”, carência afetiva ou dependência financeira (isso ainda existe?), não está de certa forma assumindo a responsabilidade por seu destino?
Aceitar um traste, assassino e maníaco em potencial, só para dizer que tem alguém? Aceitar pequenas agressões, abusos verbais e psicológicos passivamente achando que isso não é nada? Você está se vendo? Está vendo quem é de verdade esse homem que está ao seu lado? Aceitar algumas coisas acreditando que foi só uma vez, que foi só uma agressão verbal, um pequeno empurrão ou só uma pequena chantagem emocional, mas esse não é o início de tudo? Pode ser mesmo que seja só uma vez, um momento de surto, mas é preciso ficar atenta, pode também ser um sinal de que as coisas vão ficar feias.
Existem pessoas que estão tão perdidas de si que aceitam qualquer papel, simplesmente porque não se bastam sozinhas, não conseguem se desvencilhar de dependências doentias e não possuem referência alguma do que é uma relação saudável. Tais pessoas vivem em uma espécie de mendicância emocional e não conseguem enxergar nada ao redor a não ser o parceiro. Ainda que você não esteja sofrendo violência propriamente dita, mas se deixa manipular, não veste uma roupa porque o namorado proíbe, se afasta das amizades porque ele é ciumento, se afasta da família porque ele manda, consente práticas sexuais que te agride por coação, ceder resignadamente a tudo isso, te torna uma forte candidata a engrossar as estatísticas acima.
Abro parênteses aqui para dizer que mulheres nesta situação precisam buscar ajuda psicológica com urgência, pois é muito difícil livrar-se deste tipo de ciclo vicioso sozinha. Não tem grana?! Procure clínicas com atendimento gratuito, mas não deixe de dar um passo em favor de si mesma.
Se o cara foi grosso, agrediu verbalmente, pegou mais firme pelo braço, fez algo sem seu consentimento. Ele está apenas em um dia ruim, ou eis aí um futuro agressor que você não quer enxergar? Por que você se diminui a ponto de achar que mesmo estando em um dia ruim, um homem pode te agredir? Por menor que seja a agressão, isso é aceitável? Tolerar isso tudo porque você ama, não consegue viver sem? E esquece a pessoa mais importante da sua vida, a que mais precisa ser cuidada e respeitada: você mesma.
Sei que muita gente vai comentar: – ah mas meu vizinho, meu tio, meu cachorro, é um grosso, xinga todo mundo, mas nunca progrediu para agressão física. E eu respondo, e precisa progredir? O ambiente familiar não deveria ser minimamente harmonioso? O pai que grita com a mãe, não está dando mau exemplo para o filho que um dia será marido? E a mãe que aceita passivamente, não será o modelo da filha que será futura mãe e esposa. Praticar tudo isso não é uma forma velada de perpetuar e ser conivente com toda violência que acontece contra a mulher? A educação, e acima de tudo o exemplo, são decisivos para diminuir tais casos.
A verdade é que nunca vamos conhecer alguém por inteiro, às vezes vivemos anos junto com alguém e temos surpresas horríveis ao descobrir que temos ao lado um psicopata, mas acredito que muitos casos extremos poderiam ser evitados se algumas mulheres tivessem força e presença de espirito suficiente para cortar o mal pela raiz.
Mulheres, fiquem atentas aos sinais, as pequenas coisas, aos pequenos gestos.
Nem todos os casos de violência acontecem por negligência aos sinais, mas considerando que a maior parte dos agressores são atuais ou ex-companheiros, cônjuges, namorados ou amantes das vítimas, será que essas pessoas simplesmente acordam violentas e resolvem espancar e matar? Não se contentem com menos, não se deixem levar pela carência, violência é violência e não importa como ocorre e em que contexto, não pode ser tolerada.
Existem muitas vertentes deste assunto a serem consideradas profundamente, tentando não generalizar, escolhi a que mais me chama a atenção, a que parece ser mais recorrente em nosso meio.
Se esse texto serviu para alertar ao menos uma mulher, já valeu a pena tê-lo escrito.
RODOLFO SANCHES / ISIS TOTH (Colaborabora)

